É difícil desistir. Dizer "Eu desisto" é bastante difícil. Mas cansa insistir numa coisa monótona. É cansativo deixar uma frase por dizer. É desgastante deixar de viver um dia porque não nos permitiram. E deixar uma frase, um dia, um sorriso, é deixar uma de muitas pontas soltas.. Apenas porque já desistimos de acreditar no sentido que fazia há uns tempos. Eu desisti de algumas coisas nos últimos tempos. E para ser sincera, também já pus em causa a minha continuação na escrita. Desisti de esperar que alguém algum dia me vá amar com mesma intensidade que eu sou capaz de amar. Por quanto tempo me manterei assim, não sei mas por enquanto, assim será. Gosto das pessoas que me rodeiam. Dos amigos e das amigas. Dos pais e dos meus irmãos. Gosto de mim. Desisti de tentar perceber porque nem sempre nos amam como amamos. Então serei livre no meio de tanta desistência. Certa do que sei, desconfiada do que ainda não descobri. Livre porque eu penso, eu acho, eu sei, eu entendo, e eu compreenderei. Compreenderei tudo aquilo que me explicarem. Caso contrário, a teoria é inválida. Já dizia o meu professor de Físico Química esta semana.
"-Assim?
Está bem, então que seja.."
Lido assim de repente não dá ideia do que quero dizer. Mas explico.
De todas as vezes que nos deparamos com situações do dia a dia de um ser humano, é nos difícil aceitar alguns acontecimentos. Com o passar do tempo aceitamos, mas na altura quando os nervos ainda estão à flor da pele, não. Quando fervemos em pouca água. Demoramos a aceitar aquilo que nos é concebido pelo destino sem desejarmos. Sem sabermos o que virá depois. Então somos frios e rabugentos com aqueles que mais nos querem bem. Sem consciência que poderá acontecer algo bom. De certa forma, o meu professor aceitou uma sugestão de uma colega minha de turma com naturalidade. Situação rara nos dias de hoje. Então levei como lição de vida aceitar o destino como dádiva. Embora mesmo assim saiba que nem sempre é possível seguir este "regra". Isto tudo para demonstrar que por vezes as coisas acontecem da maneira que deve ser. Não por castigo, vingança ou algo do gênero, apenas é assim que tem de ser, que deve ser. E quando deixares alguma coisa de lado, se calhar ficará aí algum tempo mas provavelmente voltarás a entender que ficou de lado o tempo necessário para fazer sentido agora, noutra altura da tua vida.
Hoje em dia procuramos a vida toda pela a felicidade do futuro. Deste modo, a felicidade de hoje fica de lado. Esquecemos de beber o copo que nos fará ficar mais alegres, pelo menos hoje, porque amanhã não saberemos se aqui estaremos a procurar uma bebida forte para afogar as mágoas da rejeição de hoje. Porque amanhã não seremos o ou a "rejeitado/a", seremos, apenas e só, um ser triste. O dia após a ressaca é o mais constrangedor, como é óbvio. Não nos lembramos do que fizemos, do que dissemos, de quem vimos. Mas todos nos lembram das figuras que presenteamos os outros. Nós, lembramos o motivo que nos fez procurar o copo cheio de uma líquido ardente. Que nos fez esquecer, a mágoa, por instantes.
No dia a seguir, procuramos uma frase que nos entenda mais do que qualquer pessoa com as suas lamechices, perceba, pelo menos um pouco. Não queremos mais um copo cheio de lembranças de um dia triste. Queremos chorar abundantemente por algo que vamos deixando de querer lembrar, assim, devagar, e, aos poucos. Mas é difícil sentir o cheiro do tão amado e previsto 'Homem da Nossa Vida', e de tal forma é difícil que aparece do nada. Mas dá vontade de rir quando sabemos que rimos muito antes. Tentamos não pensar mas até uma pétala de folha de árvore, nos leva para realidade de hoje. Esquecemos de procurar rir hoje porque só queremos ter alguém com quem rir no futuro. Então queres um conselho de uma jovem que aparenta ser mestre nisto, mas desaba de pensamentos nostálgicos a ouvir 'A sky full of stars' ou até 'Skinny love' ? É simples, quer dizer, dependendo do ponto de vista de simples. Mas, adiante. Ri-te, procura uma música animada, dança, ou até, come chocolate. Mas não te lamentes durante muito tempo. A vida é curta. Ainda ontem estive num casamento onde vi que a comida nunca mais acabava, e de repente fiquei com fome. Por isto e por tudo mais, a vida é curta. Hoje andas por aí sem rumo, e amanhã, no futuro, estás a casar com a pessoa que ainda não sabes como dizer o nome nos teus sonhos, porque não conheces, ou até conheces, mas não sabes... São dois dias, hoje um e amanhã o outro.
Mas sinto, deixei uma ponta solta, aqui, ali e acolá...
"-Assim?
Está bem, então que seja.."
Lido assim de repente não dá ideia do que quero dizer. Mas explico.
De todas as vezes que nos deparamos com situações do dia a dia de um ser humano, é nos difícil aceitar alguns acontecimentos. Com o passar do tempo aceitamos, mas na altura quando os nervos ainda estão à flor da pele, não. Quando fervemos em pouca água. Demoramos a aceitar aquilo que nos é concebido pelo destino sem desejarmos. Sem sabermos o que virá depois. Então somos frios e rabugentos com aqueles que mais nos querem bem. Sem consciência que poderá acontecer algo bom. De certa forma, o meu professor aceitou uma sugestão de uma colega minha de turma com naturalidade. Situação rara nos dias de hoje. Então levei como lição de vida aceitar o destino como dádiva. Embora mesmo assim saiba que nem sempre é possível seguir este "regra". Isto tudo para demonstrar que por vezes as coisas acontecem da maneira que deve ser. Não por castigo, vingança ou algo do gênero, apenas é assim que tem de ser, que deve ser. E quando deixares alguma coisa de lado, se calhar ficará aí algum tempo mas provavelmente voltarás a entender que ficou de lado o tempo necessário para fazer sentido agora, noutra altura da tua vida.
Hoje em dia procuramos a vida toda pela a felicidade do futuro. Deste modo, a felicidade de hoje fica de lado. Esquecemos de beber o copo que nos fará ficar mais alegres, pelo menos hoje, porque amanhã não saberemos se aqui estaremos a procurar uma bebida forte para afogar as mágoas da rejeição de hoje. Porque amanhã não seremos o ou a "rejeitado/a", seremos, apenas e só, um ser triste. O dia após a ressaca é o mais constrangedor, como é óbvio. Não nos lembramos do que fizemos, do que dissemos, de quem vimos. Mas todos nos lembram das figuras que presenteamos os outros. Nós, lembramos o motivo que nos fez procurar o copo cheio de uma líquido ardente. Que nos fez esquecer, a mágoa, por instantes.
No dia a seguir, procuramos uma frase que nos entenda mais do que qualquer pessoa com as suas lamechices, perceba, pelo menos um pouco. Não queremos mais um copo cheio de lembranças de um dia triste. Queremos chorar abundantemente por algo que vamos deixando de querer lembrar, assim, devagar, e, aos poucos. Mas é difícil sentir o cheiro do tão amado e previsto 'Homem da Nossa Vida', e de tal forma é difícil que aparece do nada. Mas dá vontade de rir quando sabemos que rimos muito antes. Tentamos não pensar mas até uma pétala de folha de árvore, nos leva para realidade de hoje. Esquecemos de procurar rir hoje porque só queremos ter alguém com quem rir no futuro. Então queres um conselho de uma jovem que aparenta ser mestre nisto, mas desaba de pensamentos nostálgicos a ouvir 'A sky full of stars' ou até 'Skinny love' ? É simples, quer dizer, dependendo do ponto de vista de simples. Mas, adiante. Ri-te, procura uma música animada, dança, ou até, come chocolate. Mas não te lamentes durante muito tempo. A vida é curta. Ainda ontem estive num casamento onde vi que a comida nunca mais acabava, e de repente fiquei com fome. Por isto e por tudo mais, a vida é curta. Hoje andas por aí sem rumo, e amanhã, no futuro, estás a casar com a pessoa que ainda não sabes como dizer o nome nos teus sonhos, porque não conheces, ou até conheces, mas não sabes... São dois dias, hoje um e amanhã o outro.
Mas sinto, deixei uma ponta solta, aqui, ali e acolá...
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